A Secretaria Municipal da Saúde começou nesta quinta-feira (13) a vacinação anti-rábica dos animais domésticos de uma área do Pinheirinho onde um gato foi infectado pelo vírus da raiva e morreu. Ação, que não tem custo para os proprietários e deve imunizar cerca de mil cães e gatos, segue até amanhã (14). ?A ação é proteção para os animais e também para os moradores?, observou o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) do órgão, Juliano Ribeiro, que acompanhou o início do trabalho.
A vacinação está sendo feita durante todo o dia por oito equipes do CCZV. Cada uma é formada por um veterinário e um agente de controle de zoonoses, que estão dividindo os domicílios distribuídos por 44 quarteirões situados no raio de 500 metros da residência onde vivia o gato infectado. Além de vacinar os bichos, eles também distribuem exemplares da cartilha sobre guarda responsável de animais.
A dona-de-casa Isabel Cristina dos Santos fez questão que as cadelas Catita e Lilica fossem imunizadas. "É uma segurança para todo mundo aqui em casa", disse. A estudante Maria Isabelle Pereira, de 10 anos e vizinha de Isabel, esforçou-se para acalmar o macho Zuk para receber a dose. "Estou feliz porque agora ele não corre mais risco", comemorou a menina.
A receptividade ao trabalho da equipe do CCZV também foi a reação na residência do casal Adinir do Rocio e Juvenal dos Santos. Eles têm um cachorro sem raça definida recolhido da rua, o Pega Leve, e também cuidam do mestiço de boxer Hulk, pertencente ao filho universitário. "É proteção e é de graça. Isso é muito importante", disse Adinir.
A imunização dos animais é uma das ações desenvolvidas pela Saúde desde a confirmação da morte do felino em decorrência da doença, no dia 10, provavelmente depois de ter tido contanto com um morcego infectado. A primeira medida foi iniciar o tratamento anti-rábico das quatro pessoas da residência que tiveram contato com o animal infectado.
Em Curitiba, o último caso de raiva humana foi registrado há 35 anos e, em cães, há 29 anos. Em 2002 foram registrados sete casos em animais de criação: cinco bovinos, um eqüino e um suíno. Nos últimos quatro anos, foram identificados cinco morcegos frugívoros e insetívoros infectados pelo vírus da raiva dentro da cidade. "Por isso é importante continuarmos monitorando esses animais e a população estar informada sobre os riscos da doença e como preveni-la", observa Paz.
Confira, abaixo, como proceder nesses casos:
Morcegos
Se você mora em regiões da cidade onde existem morcegos, preste atenção às seguintes informações:
1) Qualquer espécie de morcego pode transmitir a raiva para o ser humano ou
outro mamífero;
2) As pessoas devem evitar o contato direto com morcegos vivos ou mortos;
3) Não se deve provocá-los e nem tentar capturá-los;
4) Mantenha pessoas e animais afastados do ambiente ou local onde o morcego se encontra;
5) Caso entre em contato direto e/ou for mordido, deve-se procurar a unidade de saúde ou o centro de urgências médicas (CMUM) mais próximo para o tratamento adequado.
6) Ao encontrar um morcego caído ou em situação incomum (durante o dia, caído no chão ou dentro de residências), deve-se ligar para o telefone 156;
7) Caso algum animal doméstico entre em contato com morcegos, deve-se manter o animal sob observação e avisar imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde, via 156, para as devidas providências.
8) Caso perceba alteração de comportamento ou morte do animal que teve contato com o morcego, avisar imediatamente a SMS pelo telefone 156.
Agressão por cão ou gato
Lesões causadas por um desses animais precisam de cuidados. Veja o quê e como fazer.
1) Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão;
2) Procurar com urgência a Unidade de Saúde ou Centro Médico de Urgências Médicas (CMUM) mais próximo;
3) Não matar o animal e deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo de raiva;
5) Dar água e alimentar normalmente o animal, em local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas e animais;
6) Voltar imediatamente ao serviço de saúde onde você já foi atendido se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento;
7) Nunca interromper o tratamento profilático sem determinação do serviço de saúde.
Fonte: Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba/PR